sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Em busca da felicidade
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Uma crônica sobre cotações
Hoje fui ao mercado! Por mais desinteressante que pareça qualquer tipo de texto começando com tal afirmação, segue um breve relato não da experiência capitalista tão banalizada de fazer compras, mas algo que se esforça para alcançar uma análise do ser humano moderno a partir do exemplo de um indivíduo presente em um cosmo. E finalmente tem a arrogante prerrogativa de analisar o macrocosmo através do micro.
Sem mais delongas, hoje fui ao mercado, e por participar de família recicladora de lixo, e ambientalmente consciente (apesar de não me recordar de ter recebido memorando de tal opção, ou mais ainda de votar nessa eleição) eu estava carregando (na hipérbole do momento) centenas de litros de materiais de limpeza, inseticidas e refrigerantes, e alguns sólidos que pelo trauma recente não consigo me recordar.
Pulando uma grande parte da Ilíada, que sempre enfrento ao fazer compras, retornei a minha casa após uma caminhada de aproximadamente um KM, com as centenas de quilos representados por líquidos embalados em recipientes, distribuídos de forma não simétrica em duas sacolas (daquelas fabricadas com a única intenção de machucar quem as carrega e arroxear a ponta de seus respectivos dedos).
Quando cheguei ao elevador suando em bicas, e suspirei o fechamento da porta foi interrompido por uma vizinha, a qual merece que eu interrompa o corrente relato a título de descrevê-la. Era uma senhora por volta de seus 60 anos que tinha o seu raio abdominal 2, quiçá 3 vezes maior que a mesma medida da sua linha de ombros, usava uma calça de moletom que provavelmente foi feita sob medida, já que era abissal na altura da cintura e afinava conforme se aproximava de seus pés, o que me levou a conclusão de que caso essa senhora não tivesse encomendado a calça a mesma havia sido produzida para encapar cones de duas pontas, mesmo que eu não tenha muita certeza se isso existe.
A distinta senhora (distinta pela forma física e não por características de caráter já que a mesma há de se provar bem medíocre antes que eu alcance o final do relato), não dando a mínima para a minha respiração ofegante, o rosto empapado e a cara de poucos amigos, olhou para dentro das minhas sacolas e atestou:
-Você foi no Extra!
-Sim – respondi rápido e de forma antipática, mas confesso que eu havia me impressionado com a perícia da senhora com centro de gravidade prejudicado em descobrir o mercado que eu frequentava olhando uma coca-cola, uma cândida e algumas esponjas para lavar louça, que estavam no topo do monte que faziam minhas sacolas agora atiradas ao chão.
-Você comprou ovos? – Ela perguntou
-Sim – Esperava fielmente que a monotonia das minhas monossílabas botasse um ponto final na conversa, mas confesso que já sem sucesso.
-E estavam em promoção, não estavam? Quanto “tava” o ovo?
Peço uma pausa para inserir aqui o clímax do texto, eu havia comprado 50, talvez mais itens, e sinceramente não consigo entender alguém que sabe a cotação do ovo pelos mercados de São Paulo. Apesar de perceber a importância de existirem consumidores assim, para que não haja uma desesperadora inflação do ovo pelos mercados paulistanos, eu não consigo admitir isso nem como conversa de elevador.
O preço do ovo não é importante para mim, eu sei cotações de cabeça de palavras-chave no google adwords, de pares de moedas em corretoras de Foreign Exchange, da Máxima da BOVESPA entre 2007 e 2008, da mínima tanto dela como da PETR4 no meio de 2008. Mas não sei a cotação do ovo. Inclusive nem mesmo sei se o mesmo é negociado na bolsa de mercadorias e futuros. Sinceramente não acho que o ovo é importante, e após esse turbilhão passar por minha cabeça respondi:
-Não sei, mas espero realmente que o dólar Neo Zelândes vs Yen tenha quebrado a resistência dos 61 vírgula 48. – Porém antes que minha interlocutora apertasse o alarme do elevador alcancei a nota do mercado, procurei dentre a enorme lista de produtos pesados e adicionei a minha resposta – R$ 1,98
-Não disse que estava em promoção – vangloriou-se.
Sinceramente, o cérebro na minha opinião é algo que necessita de constante exercício, tabelar os hortifrutigranjeiros pode até ser considerado um exercício, mas temos centenas de coisas a aprender mais importantes e que trazem maiores frutos que isso. Além do texto já me decidi na próxima vez que a encontrar vou perguntar: a senhora foi no Extra essa semana não foi?
E obviamente ela me responderá sim, ao que eu vou emendar e quanto “tá” as ações do grupo Pão de Açúcar?
quarta-feira, 10 de março de 2010
Duas coisas quase boas fazem uma boa, ou um par ruim?

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Nesse Olhar
Quanto ainda a provar.
Na vontade de ver e ainda a lutar,
pela liberdade de estar,
de permanecer em silêncio.
Silencio o espírito, seguro o rugido,
Engulo o grito, mudo o favorito.
E faço da vida um novo rito,
subscrito...
Transcrito,
do livro de direito.
Eu meio ando meio contrafeito,
Para todo e qualquer efeito,
nada aproveito, ninguém mais desrespeito.
Para talvez quando tudo for feito,
Possa dizer: - Hoje, deito e deleito.
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Interessante:
Quando me surge a ferramenta, me falta a mão.
Quando tenho musa me falta inspiração.
Quando aprendo o caminho, não estou na direção.
Sempre que acelero, lá vem um caminhão.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Estou lendo mais um livro sem noção que apenas no prefácio me mostrou que nasci para ser louco. E que por incrível que pareça isso não é nada ruim. Quem conseguir colocar a mão
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Cada um no seu quadrado metafísico
Uma explicação em 1 milhão, uma a menos, Deus existir ou ser algo que colocaram em (n)(v)ossas cabeças, não faz diferença ainda, e arrisco dizer faz menos ainda, defender alguém que é onipotente, onipresente e onisciente, me parece no mínimo estúpido, se as pessoas ficassem quietas quando eu deixasse escapar alguma palavra de dúvida, ai sim isso teria algum efeito. Ia passar algo na minha cabeça como, o que elas sabem que eu não sei?
Mas elas deixam tão claro, não sabem de nada, pelo menos nada além do que eu sei e sinceramente nem aquém, esse discursinho de que falta alguma experiência na minha existência para que eu finalmente enxergue a luz no fim do túnel, é muito coisa de navio afundando e os marinheiros da fé, agarrando os que fogem pelo pé.
Crer em algo que não se vê, que não se prova, que serve apenas como explicação mais fácil em vez de mais precisa, sempre me pareceu meio idiota, ai quando cai a ficha chamam isso de modo mais nobre de encarar a vida. Holy shit!
Se vocês tivesse tanta certeza quanto dizem que tem...
Pelo menos agora as coisas tem mais significado, o significado de um ciclo, algo animal, da vida redonda, pacata, imóvel e sobre nosso total controle. E não precisei de herdeiros para descobrir isso. Só os tive. Mas já sabia mesmo.
E me permitam que eu me mantenha com as minhas crenças, eu não os reprimo por ter as suas, pelo menos não com mentiras.
Construção etérea
Escalas: Imagens falseadas como verdade, pela autoridade, utilizadas na avaliação das construções para que estes se tornem imagens.
Imagens: Representações mentais das construções, deformadas, pelo rebate das escalas de cada indivíduo avaliador, ou seja, criador de imagens. As imagens podem ser repassadas, porém essa representação, transformada em linguagem como num texto escrito, dissertado, interpretado, pintado, esculpido, musicado, entre outros, torna-se por sua vez uma construção, sendo caso utopicamente representada, perfeita pelo interpretador da imagem, sendo assim para ele construção.
Meus Textos são meus, já que somente para mim correm efêmero risco de se tornar real construção.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Let’s talk about madness
Soar insano é tão fácil.
A única forma de loucura do mundo é o resumo, ninguém enlouquece, só é resumido, só se é louco, insano, psicótico, graças ao resumo. Tudo faz completo sentido, até quando não faz nenhum. Tudo pode ser entendido com vontade, mas não temos nenhuma. Poderíamos ter, mas não nos esforçamos, poderíamos nos esforçar, mas não nos importamos.
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Já que não nos importamos, por mais de cinco minutos ao menos, resumimos, e tudo fica tão sem sentido chegando ao vazio, ao vácuo completo da compreensão, a extinção completa da simpatia, não percebemos o resumo cruel, que inocentemente (será?) criamos.
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O desejar o bem sem esforço, se torna mais danoso que o desejar o neutro, se esforçando muito.